terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

com o solhos marejados
te vejo de longe,
vontade eu sinto
mas sempre me contenho,
correr pra te abraçar
nao me parece apropriado,
prefiro permanecer estatico
calado,
observando,
marejando a retina,
contrariando a rotina
de te ter sempre,
esvaindo-me de ti,
sentindo um sabor novo,
saudade?
ou sera falta de costume?
sua presença era certa,
agora ja nao se faz,
e as vezes me pego pensando,
agora sei o que é sentir
sem ter sentido,
sem ser sentido
sem nem ao menos um sentido,
porque amar é empirico.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009



já não tenho laços
e minhas asas se apertam pra voar
o que me sobrou de ti eu desfaço
no caminho de pedras que tenho pra trilhar
toda imensidão dos fatos
toda desilusão do amor
nada se leva para o eterno
a eterna busca incessante de outra cor
leveza eu levo no olhar
tristeza é parte do corpo
alegria ainda demora a chegar
é barco a naufragar sem porto
me apronto e me lanço ao fundo
num fraco afronto interno
diante de todo o mundo
inerme de medo me enterro
e minhas asas agora se recolhem.